Por que escolhi o nome deste blog como DESMISTIFICAÇÃO DA EAD?
Porque quando iniciei este curso sobre Metodologias e Gestão para Educação a Distância, pela Anhanguera-Uniderp, dei-me conta que seria necessário entender melhor sobre o assunto e aprofundar-me em conhecimentos de pessoas com experiências maiores do que as minhas nesta área, foi então que, comecei a buscar na internet pelo assunto, desde números de alunos, mercado de trabalho, mudança de hábito dos docentes para estes novos postos de tutores, conteudista, etc.
Verifiquei que ao mesmo tempo em que havia muitas opiniões sobre como a Educação a Distância tinha maravilhas a trazer aos seus “consumidores”, encontrei também categorias que abominam e fazem campanhas contra profissionais formados por esta modalidade de ensino, foi aí que surgiu a idéia de desmistificar, ou seja, desfazer os enganos, em relação aos meus entendimentos a fim de que eu, ao menos, pudesse experimentar este meu novo desafio particular.
À medida que fui avançando nos conteúdos de leitura fundamentais da disciplina A Educação a Distância no Brasil e no Mundo, assisti as web aulas e comecei a seguir os blogs de alguns professores especializados na área, minhas opiniões sobre EaD foram tomando mais corpo, cresceram meus argumentos e confesso que, tornei-me defensor deste novo estilo de ensino.
Embora muito se fale sobre as dificuldades e até mesmo sobre a fragilidade do acompanhamento dos cursos oferecidos por esta modalidade, vejo que seus prós superam seus contras, só para citar alguns:
- democratização do ensino: com o fim das distâncias entre o aluno e o espaço físico da instituição que está oferecendo o curso (observação: nem mesmo é necessário que haja uma instituição física, apenas virtual);
- inclusão social: que o ocorre devido principalmente a dois fatores que são a possibilidade de inclusão de pessoas com necessidades especiais e maior adesão de pessoas de baixa renda, devido redução do custo desta modalidade de ensino;
- flexibilização de tempo: adequação dos horários conforme disponibilidade do aluno;
- acessibilidade: facilidade de acesso do aluno de qualquer lugar onde o mesmo se encontre;
- maior incentivo ao autodidatismo: no ensino a distância o aluno é o maior responsável pelo seu aprendizado, o professor assume papel de direcionador do foco do conteúdo a ser estudado, ou seja, pesquisa mais, o aluno precisa buscar maiores fontes de informação, portanto, a tendência a acomodar-se apenas no conhecimento passado pelo professor é bem menor, visto que, seu material básico de estudo é a internet.
Ao longo das aulas, visitei muitos sites sobre EaD, e segui alguns blogs, com atualizações muito freqüentes, dentre eles, gostaria de destacar:
http://moran10.blogspot.com/
http://joaomattar.com/blog/
http://www.educacaoadistancia.blog.br
Todos eles apresentam artigos interessantes sobre o tema e serão meus referenciais de informação creio que até o fim deste curso.
A partir de tudo o que li conseguí aprimorar um pouco meus conhecimentos sobre o assunto, desmistificar a idéia inicial sobre EaD e deram-me incentivo para manter-me atualizado a fim de aprender para ensinar!
Desmistificação da EaD
sábado, 1 de outubro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Educação a distância avança, mas é preciso cuidado na escolha
Notícia publicada na edição de 18/09/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 004 do caderno E.
O mais recente Censo da Educação Superior realizado pelo Ministério da Educação (MEC) mostra que, nos últimos dez anos, o número de matriculados em cursos de graduação a distância aumentou em mais de 15.000%. No ano 2000, havia 5.287 inscritos em todo o Brasil. Em 2009, esse número pulou para 838.125, uma trajetória histórica dos números de matrículas no EAD.
Apesar da educação a distância (EAD) em cursos de graduação ser um processo relativamente novo no Brasil, o ensinamento à distância é considerado uma modalidade antiga de educação. Para a professora de Educação, Comunicação e Tecnologia do campus Sorocaba da Universidade de São Carlos (Ufscar), Teresa Melo, que estudou o ensino semipresencial para a tese de doutorado em Ciências da Comunicação, as cartas bíblicas do apóstolo São Paulo foram os primeiros registros de educação a distância. "O objetivo das cartas era passar uma mensagem, um ensinamento. Aquilo já era educação a distância", defende.
Com o passar dos anos, os mais variados meios para passar as mensagens foram utilizados, desde correios, rádio e televisão. Quando surge a internet e os meios digitais, as oportunidades de cursos à distâncias explodem. "O Instituto Universal Brasileiro sobreviveu tanto tempo e durante décadas formou tantos técnicos sem internet. Hoje ele se adaptou e também usa plataformas digitais."
Teresa acredita que, com a internet, a educação a distância muda de status. "Antes, quem fazia não era valorizado. Hoje, as pessoas acham bacana fazer um curso a distância. Mas, embora o ensino a distância seja antigo, os meios de transmiti-lo são novos e mudam o tempo todo. Cada vez que a tecnologia evolui, mudam as possibilidades."
Educação democrática
Para a especialista, não se trata de roubar o espaço dos cursos presenciais tradicionais. A educação a distância é uma alternativa e complementa a educação presencial tradicional. "Eu prefiro acreditar que todas as tecnologias digitais venham somar e não substituir".
Com o universo de cursos à distância, a educação fica mais democrática, com a possibilidade de chegar a pessoas que não teriam chance de outra maneira. "É uma educação cidadã. Além da qualidade, é necessário trazer com ela a possibilidade de reflexão, de inserção social, de seriedade."
E não são apenas as distâncias que são flexibilizadas. Além do espaço, os cursos trazem flexibilidade de horário, um bem cada vez mais precioso na sociedade contemporânea. "Isso dá oportunidade para muita gente que não teria oportunidade de estar presente num curso desses. Só isso já é um grande fator positivo."
Problemas
Os mesmos problemas encontrados no ensino presencial também são os que afetam a qualidade dos cursos a distância. Teresa afirma que, independente da modalidade, o que importa é a seriedade com que a atividade educacional é encarada. "Uma visão equivocada da educação, falta de seriedade, mercantilização e massificação do ensino são os piores. Mas isso, qualquer curso em qualquer instituição, ensinado por qualquer modalidade, pode ser muito bom ou pode ser uma arapuca", disse.
Além disso, outro ponto negativo do ensino a distância é a perda de outras vivências acadêmicas, como a vida universitária, por exemplo. "Há outras coisas que acontecem num espaço de ensino superior e que vão além da sala de aula. As aprendizagens não se restringem ao momento de ensino."
Mas, mesmo assim, ela acredita no relacionamento pessoal à distância. "Engana-se quem pensa que à distância não existe o calor, o relacionamento pessoal. À distância, você pode conhecer muito bem uma pessoa sem nunca ter visto. Você pode estabelecer relações de amizade duradouras e fortes dessa maneira", defende.
Profissional
"A educação a distância não vai tirar o emprego do professor", afirma Teresa. Ela explica que, pelo contrário, até são necessários mais profissionais de educação envolvidos. Apesar da falta de estrutura física, a estrutura humana precisa ser maior para o ensino ser bem feito. "A educação a distância séria tem uma equipe muito maior que a disciplina presencial, inclusive com grupos multidisciplinares, como profissionais de Tecnologia da Informação, que precisam estar afinados."
Estudante
De acordo com Teresa, o curso à distância depende mais do aluno que o presencial, por cobrar uma disciplina maior do estudante. "Flexibiliza tempo e espaço, mas exige uma disciplina de participação que precisa ser muito rígida. E entender que, mesmo distante, ele não pode deixar para depois, ele precisa estar o tempo todo ligado. Para o estudante, a modalidade também é novidade."
As pessoas que mais se interessam pela modalidade são as que não possuem outras possibilidades no tempo ou no espaço. "Você pode imaginar até aquele estudante que está na Amazônia, distante de um centro que tenha uma universidade, como aquele que mora em São Paulo, mas não tem tempo para poder cursar uma graduação presencial. O perfil do estudante é bastante variado e também está sendo construído para entender as dificuldades da participação de um curso presencial", afirma.
Solução
Teresa defende uma modalidade híbrida e bem estruturada como ideal para o ensino a distância. "Os cursos semipresenciais, com encontros presenciais e parte à distância são uma solução", diz.
A massificação também compromete qualquer tipo de curso, de acordo com ela. Por isso, o ideal é que os cursos tenham no máximo 25 alunos por tutor. "A educação não pode ser uma estrutura de massa. No entanto, algumas instituições não trabalham assim porque barateia o custo quando coloca 100, 120 alunos sobre responsabilidade de um profissional. Isso não é educação séria, mas não é nem presencial nem à distância".
Apesar de todas as qualidades dos cursos à distância, Teresa destaca que ainda há questões a serem analisadas. "Existem questões a se debater. O que dá para fazer à distância? Você consultaria um médico que fez uma faculdade à distância? Há limites no processo e é preciso pensar neles."
Devido às discussões que ainda gera, a modalidade de ensino à distância, para Teresa, não deve ser tão elogiada nem criticada demais. "Depende de muito conhecimento, muito estudo, muita técnica e muita sensibilidade. Por isso, não se pode satanizar o Ead e nem simplificar e louvar demais. Ele não é o salvador da pátria, assim como as tecnologias digitais não são as salvadoras da educação. Elas podem ajudar, mas se eu não pensar como usá-las, não vão adiantar em nada", finaliza.
O mais recente Censo da Educação Superior realizado pelo Ministério da Educação (MEC) mostra que, nos últimos dez anos, o número de matriculados em cursos de graduação a distância aumentou em mais de 15.000%. No ano 2000, havia 5.287 inscritos em todo o Brasil. Em 2009, esse número pulou para 838.125, uma trajetória histórica dos números de matrículas no EAD.
Apesar da educação a distância (EAD) em cursos de graduação ser um processo relativamente novo no Brasil, o ensinamento à distância é considerado uma modalidade antiga de educação. Para a professora de Educação, Comunicação e Tecnologia do campus Sorocaba da Universidade de São Carlos (Ufscar), Teresa Melo, que estudou o ensino semipresencial para a tese de doutorado em Ciências da Comunicação, as cartas bíblicas do apóstolo São Paulo foram os primeiros registros de educação a distância. "O objetivo das cartas era passar uma mensagem, um ensinamento. Aquilo já era educação a distância", defende.
Com o passar dos anos, os mais variados meios para passar as mensagens foram utilizados, desde correios, rádio e televisão. Quando surge a internet e os meios digitais, as oportunidades de cursos à distâncias explodem. "O Instituto Universal Brasileiro sobreviveu tanto tempo e durante décadas formou tantos técnicos sem internet. Hoje ele se adaptou e também usa plataformas digitais."
Teresa acredita que, com a internet, a educação a distância muda de status. "Antes, quem fazia não era valorizado. Hoje, as pessoas acham bacana fazer um curso a distância. Mas, embora o ensino a distância seja antigo, os meios de transmiti-lo são novos e mudam o tempo todo. Cada vez que a tecnologia evolui, mudam as possibilidades."
Educação democrática
Para a especialista, não se trata de roubar o espaço dos cursos presenciais tradicionais. A educação a distância é uma alternativa e complementa a educação presencial tradicional. "Eu prefiro acreditar que todas as tecnologias digitais venham somar e não substituir".
Com o universo de cursos à distância, a educação fica mais democrática, com a possibilidade de chegar a pessoas que não teriam chance de outra maneira. "É uma educação cidadã. Além da qualidade, é necessário trazer com ela a possibilidade de reflexão, de inserção social, de seriedade."
E não são apenas as distâncias que são flexibilizadas. Além do espaço, os cursos trazem flexibilidade de horário, um bem cada vez mais precioso na sociedade contemporânea. "Isso dá oportunidade para muita gente que não teria oportunidade de estar presente num curso desses. Só isso já é um grande fator positivo."
Problemas
Os mesmos problemas encontrados no ensino presencial também são os que afetam a qualidade dos cursos a distância. Teresa afirma que, independente da modalidade, o que importa é a seriedade com que a atividade educacional é encarada. "Uma visão equivocada da educação, falta de seriedade, mercantilização e massificação do ensino são os piores. Mas isso, qualquer curso em qualquer instituição, ensinado por qualquer modalidade, pode ser muito bom ou pode ser uma arapuca", disse.
Além disso, outro ponto negativo do ensino a distância é a perda de outras vivências acadêmicas, como a vida universitária, por exemplo. "Há outras coisas que acontecem num espaço de ensino superior e que vão além da sala de aula. As aprendizagens não se restringem ao momento de ensino."
Mas, mesmo assim, ela acredita no relacionamento pessoal à distância. "Engana-se quem pensa que à distância não existe o calor, o relacionamento pessoal. À distância, você pode conhecer muito bem uma pessoa sem nunca ter visto. Você pode estabelecer relações de amizade duradouras e fortes dessa maneira", defende.
Profissional
"A educação a distância não vai tirar o emprego do professor", afirma Teresa. Ela explica que, pelo contrário, até são necessários mais profissionais de educação envolvidos. Apesar da falta de estrutura física, a estrutura humana precisa ser maior para o ensino ser bem feito. "A educação a distância séria tem uma equipe muito maior que a disciplina presencial, inclusive com grupos multidisciplinares, como profissionais de Tecnologia da Informação, que precisam estar afinados."
Estudante
De acordo com Teresa, o curso à distância depende mais do aluno que o presencial, por cobrar uma disciplina maior do estudante. "Flexibiliza tempo e espaço, mas exige uma disciplina de participação que precisa ser muito rígida. E entender que, mesmo distante, ele não pode deixar para depois, ele precisa estar o tempo todo ligado. Para o estudante, a modalidade também é novidade."
As pessoas que mais se interessam pela modalidade são as que não possuem outras possibilidades no tempo ou no espaço. "Você pode imaginar até aquele estudante que está na Amazônia, distante de um centro que tenha uma universidade, como aquele que mora em São Paulo, mas não tem tempo para poder cursar uma graduação presencial. O perfil do estudante é bastante variado e também está sendo construído para entender as dificuldades da participação de um curso presencial", afirma.
Solução
Teresa defende uma modalidade híbrida e bem estruturada como ideal para o ensino a distância. "Os cursos semipresenciais, com encontros presenciais e parte à distância são uma solução", diz.
A massificação também compromete qualquer tipo de curso, de acordo com ela. Por isso, o ideal é que os cursos tenham no máximo 25 alunos por tutor. "A educação não pode ser uma estrutura de massa. No entanto, algumas instituições não trabalham assim porque barateia o custo quando coloca 100, 120 alunos sobre responsabilidade de um profissional. Isso não é educação séria, mas não é nem presencial nem à distância".
Apesar de todas as qualidades dos cursos à distância, Teresa destaca que ainda há questões a serem analisadas. "Existem questões a se debater. O que dá para fazer à distância? Você consultaria um médico que fez uma faculdade à distância? Há limites no processo e é preciso pensar neles."
Devido às discussões que ainda gera, a modalidade de ensino à distância, para Teresa, não deve ser tão elogiada nem criticada demais. "Depende de muito conhecimento, muito estudo, muita técnica e muita sensibilidade. Por isso, não se pode satanizar o Ead e nem simplificar e louvar demais. Ele não é o salvador da pátria, assim como as tecnologias digitais não são as salvadoras da educação. Elas podem ajudar, mas se eu não pensar como usá-las, não vão adiantar em nada", finaliza.
Como ser um professor de EaD
Postado por Prof. Ms. Marcos Mendes on quinta-feira, 1 de abril de 2010
em seu blog: http://eaddigital.blogspot.com/
Para lecionar, é essencial conhecer a tecnologia a ser utilizada
Se há quem fique receoso quando se trata de aprendizado em ambiente virtual, o que dizer quando o caso é ensinar nesse meio? O Ministério da Educação não dispõe de parâmetros oficiais para a formação de educadores a distância. Por isso, em tese, valem para a EAD as mesmas exigências feitas a quem se dedica ao ensino presencial: para a graduação, é necessário ter mestrado na área; quem for assumir uma turma de pós-graduação deve ser mestre ou doutor, de acordo com o tipo de especialização - lato ou stricto sensu. "Os docentes precisam ser altamente qualificados e assumir a responsabilidade por um número grande de alunos", destaca Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de Educação a Distância do MEC.
Algumas características são bem-vindas para quem pretende trabalhar em ambiente virtual. Vani Kenski, diretora da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), destaca três delas: conhecer bem a tecnologia, ter domínio de metodologia específica para ensino a distância e se comunicar bem com os alunos. "É por isso que nem sempre um bom professor presencial se sai bem com uma turma a distância." Em classe, há um tempo predeterminado para dar conta de conteúdo específico. Numa classe virtual, não - uma aula pode se estender por uma semana inteira ou mais, com interações freqüentes dos alunos via chats, fóruns e e-mails. Isso exige não apenas disponibilidade de tempo mas também foco para que os alunos não se dispersem em conversas paralelas ou fujam do tema.
Vale lembrar que quem leciona na EAD não dispõe de ferramentas tradicionais para chamar a atenção da turma: aumentar o tom de voz e utilizar os gestos, por exemplo, não é possível na maior parte das modalidades de ensino on-line. Por isso, se ele não planejar bem as estratégias que vai usar, corre o risco de ter altos índices de evasão. O aluno de uma classe presencial pode até ter pudores em deixar um professor falando sozinho, mas, se uma atividade a distância não for interessante, ele se desconecta. Literalmente. Para compreender como é ensinar sem olhar diretamente para cada membro da turma, é recomendável já ter estado do outro lado do computador. Muitos especialistas defendem que o interessado nesse tipo de trabalho tenha, ele próprio, já passado pela experiência de ser aluno de EAD. Para quem está começando, o ideal é abrir a mente para entender as proximidades e distâncias que realmente importam em Educação, sobretudo as relações afetivas e de comunicação
Texto original em: http://revistaescola.abril.com.br
em seu blog: http://eaddigital.blogspot.com/
Para lecionar, é essencial conhecer a tecnologia a ser utilizada
Se há quem fique receoso quando se trata de aprendizado em ambiente virtual, o que dizer quando o caso é ensinar nesse meio? O Ministério da Educação não dispõe de parâmetros oficiais para a formação de educadores a distância. Por isso, em tese, valem para a EAD as mesmas exigências feitas a quem se dedica ao ensino presencial: para a graduação, é necessário ter mestrado na área; quem for assumir uma turma de pós-graduação deve ser mestre ou doutor, de acordo com o tipo de especialização - lato ou stricto sensu. "Os docentes precisam ser altamente qualificados e assumir a responsabilidade por um número grande de alunos", destaca Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de Educação a Distância do MEC.
Algumas características são bem-vindas para quem pretende trabalhar em ambiente virtual. Vani Kenski, diretora da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), destaca três delas: conhecer bem a tecnologia, ter domínio de metodologia específica para ensino a distância e se comunicar bem com os alunos. "É por isso que nem sempre um bom professor presencial se sai bem com uma turma a distância." Em classe, há um tempo predeterminado para dar conta de conteúdo específico. Numa classe virtual, não - uma aula pode se estender por uma semana inteira ou mais, com interações freqüentes dos alunos via chats, fóruns e e-mails. Isso exige não apenas disponibilidade de tempo mas também foco para que os alunos não se dispersem em conversas paralelas ou fujam do tema.
Vale lembrar que quem leciona na EAD não dispõe de ferramentas tradicionais para chamar a atenção da turma: aumentar o tom de voz e utilizar os gestos, por exemplo, não é possível na maior parte das modalidades de ensino on-line. Por isso, se ele não planejar bem as estratégias que vai usar, corre o risco de ter altos índices de evasão. O aluno de uma classe presencial pode até ter pudores em deixar um professor falando sozinho, mas, se uma atividade a distância não for interessante, ele se desconecta. Literalmente. Para compreender como é ensinar sem olhar diretamente para cada membro da turma, é recomendável já ter estado do outro lado do computador. Muitos especialistas defendem que o interessado nesse tipo de trabalho tenha, ele próprio, já passado pela experiência de ser aluno de EAD. Para quem está começando, o ideal é abrir a mente para entender as proximidades e distâncias que realmente importam em Educação, sobretudo as relações afetivas e de comunicação
Texto original em: http://revistaescola.abril.com.br
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Repensando o papel do professor na EaD
É de extrema importância repensar sobre o papel do professor em tempos onde a popularização da EaD é uma realidade, temos na educação presencial, o papel do professor educador, que repassa aos alunos os seus conhecimentos, que é o centro das atenções, passando para um papel na EaD de moderador, onde não é mais o detentor de todo o conhecimento, sua função específica de ensinar passa a ser de orientador, facilitador.
Nem sempre este processo transitório será de fácil aceitação, pelo contrário, muitos professores nem sequer conseguem se imaginar neste novo papel, onde não exista a interação pessoal, onde possam ser vistas as expressões faciais e possa ser feita toda a leitura da linguagem corporal dos seus expectadores, a fim de perceber se o que está sendo transmitido de conhecimento está realmente sendo entendido.
O professor precisa cada vez mais estar preparado para as novas tecnologias e estar se reciclando para manter-se inserido neste novo cenário.
A EaD não traz apenas consigo a necessidade de mudanças de comportamento e na forma de atuação do professores, inclusive alteração de status quo, mas também um leque de novas oportunidades.
A facilidade para acesso aos recursos educacionais trará consigo um número grandioso de alunos que hoje por questões logísticas, por exemplo, estão exclusos do sistema educacional, portanto, ao contrário do que muitos pensam, o professor-moderador será cada vez mais um profissional procurado no mercado de trabalho.
A EaD aumentará o número de vagas para professores, devido o aumento da oferta de cursos em função da demanda crescente em detrimento da necessidade constante de atualização dos profissionais sejam eles de quaisquer áreas, portanto, as instituições preocupadas com o futuro da educação e “antenadas” com a necessidade de atualização desses profissionais, tem focado esforços para a preparação de seus professores para este novo desafio.
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Experimentar.... eis a palavra chave!
Quando éramos pequenos era muito comum, ouvirmos a expressão acima, dita sempre por nossas mães ou responsáveis... quando havia nossa rejeição em relação a algo (principalmente alguma comida) a ordem era: “Experimente, só experimentando é que sabemos se vamos gostar ou não de algo!”
Esta é minha primeira impressão sobre o assunto blog e EaD e, por quê?
Sou supervisor de Recursos Humanos e também atuo como professor universitário há vários anos, porém, até o presente momento nunca havia EXPERIMENTADO escrever um blog e fazer um curso a distância. Neste momento, encontro-me fazendo ambos ao mesmo tempo...
E o mais surpreendente é que estou gostando bastante destas duas novas experiências!
O convite para o curso pós-graduação em Metodologia e Gestão para Educação a Distância surgiu da Faculdade que leciono: Anhanguera Educacional. Ví no curso a oportunidade para preparar-me para um futuro próximo na Educação global, associando a necessidade de aprender para ensinar. Devido minha falta de logística e tempo para locomoção, achei realmente interessante o curso a distância, só então dei-me conta de quantas outras pessoas tem um ritmo de vida tão ou mais corrido que o meu e o quanto esta será uma demanda crescente para um futuro próximo.
Lendo mais sobre o assunto, de acordo com o proposto pelas aulas, percebi que os números já são grandes e tendem a evoluir.
Como minha primeira postagem neste blog, gostaria de compartilhar com aqueles que me lêem neste momento a mesma expressão de nossas mães: EXPERIMENTEM! Creio que os benefícios superam as dificuldades.
Falarei mais adiante sobre isso.
Por hoje, é só!
Até mais.
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